domingo, 9 de setembro de 2018

ALBUM JASPION E CHANGEMAN












ALBUNS PIRATAS DE PRÊMIOS








NOVAS AQUISIÇÕES: MANDA-CHUVA


Por aqui, a animação foi exibida pela TV Record, nos anos 60, e pela Rede Globo, no Xou da Xuxa, na década de 1980. Ao todo foram 30 episódios. A minha edição foi adquirida no sebo pelo valor de R$ 5,00 ( adoro esses preços), com uma conservação nota 6,0. Na capa foi escrito o nome Turma da Vitória (?) e temos recortado um pedaço no espaço destinado a cartela milionária. A lateral foi adesivada para não soltar. 


Manda-Chuva #25 da Editora Abril publicado em 1983.

A capa destaca a história Os Valentes do Oeste, logo de início na página 3 temos essa história com a turma do Manda-Chuva. 


Sinopse: A turma decide mudar de cidade devido ao Guarda Belo e seus avisos de sumirem da vizinhança. Manda-Chuva faz uma reunião e eles partem para o Velho Oeste. Bom,  chegando lá eles descobrem que existe um xerife chamado... Belo! Isso é que é azar! 

Na página 14 Assombrando as Assombrações (Treme - Treme).

Sinopse: 
Sidney (?) decidiu vender o hotel assombrado para um ser intergalático e os Fantasmas são levados da terra para... Orováquia! O interessante é que lá eles encontram uma cópia da Família Adams. 

Os Flintstones na página 20 com a invenção dá confusão. 

Sinopse:
Fred decide criar uma invenção para conseguir uma promoção no trabalho. (Tratossauro)

Outra história com a turma do Manda-Chuva com o título batatinha dos Macacos na página 29.

Sinopse:
Nessa história Gênio hipnotiza Batatinha e o faz acreditar que ele é Tarzan! Detalhe: a turma está em um zoológico. 

O que eu achei da leitura 

A leitura valeu a pena por ser um quadrinho de 1983 baseado em desenhos que assistia na TV aberta. Claro,  não lembrava dos fantasmas Treme - Treme e fiquei sem entender algumas coisas. Chama a atenção na revista o uso da cor rosa em alguns personagens como o batatinha. A Abril caprichava no uso de amarelos e azuis para o fundo.

Para uma edição de Manda-Chuva até que o personagem teve destaque,  foram 2 de um total de 4. A edição poderia ter mais páginas pois a leitura foi rápida. Hoje sei que cada edição da coleção custa em torno de R$ 20,00 nos grupos de WhatsApp. Então, estou satisfeito com o valor pago no sebo. No meu HD tenho algumas edições digitais dessa revista e a coleção completa da versão americana. No blog coloquei uma pequena pesquisa sobre o personagem e as editoras que publicaram o personagem no Brasil.

Essa história já foi publicada no Brasil  pela editora Cruzeiro.

NOVAS AQUISIÇÕES: OS FLINTSTONES


Os Flintstones nº 3 da Editora RGE.

Esta edição foi adquirida através de Leilão (WhatsApp)

CONSERVAÇÃO

O estado de conservação da edição está entre regular e bom para uma revista de 1978, nessa época já tinha completado 1 ano de idade. Na capa temos Os FlintStones curiosamente Fred montado em um "foguete". Quero destacar o vermelho no céu da capa ocupando mais da metade da folha e a cor complementar verde no jardim chamando a atenção para a Cartela dos Pepsi Amigos.

A REVISTA

A publicação tem 52 páginas com seis histórias dos Flintstones e uma história do Zé Colméia. Um detalhe curioso no começo de cada nova história era que aparecia apenas o título e não colocavam a identificação “Os FlintStones ou Zé Colméia”, então o leitor teria que conhecer os personagens. Como na época passava o desenho animado na TV aberta acho que isso não era um problema para a Editora.

AS HISTÓRIAS


GÊNIO POR ACASO – Bárnei (Barney Rubble) bate a cabeça na pedreira e fica muito inteligente. Ele inventa a pólvora e constrói um foguete para colocar em órbita! Fred tenta evitar que o amigo seja preso como lunático. A piada está no fato do roteiro não se preocupar com a ideia deles viverem como homens civilizados da caverna e já terem criado todas as invenções do século XX como carro, estradas para o transporte urbano, cidades, casas com portas, utensílios domésticos como mesas e acessórios como a gravata, enfim, construir um foguete para chegar o espaço é apenas um detalhe. Essa história vai até a página 12.


A DUPLA DE OURO – Fred passa a tarde treinando golfe no seu quintal e não acerta uma tacada. O vizinho Bárnei diz que é melhor no Golfe e Fred deveria desistir. Como não poderiam deixar passar a oportunidade os dois acabam indo para o Vale Verde Golfe Clube duelar.


O URSO ROMÂNTICO - O guarda Joca (Guarda Smith) arquiteta um plano para acabar com os roubos de cestas de piquenique que tanto incomodam os turistas do Parque. A arma secreta dele é uma ursinha chamada Úrsula! Será que o Zé Colméia irá se apaixonar por ela?


O ACAMPAMENTO – Wilma e Beti (Betty) estão prontas para irem para o Hotel Dinossauro de luxo passar duas semanas na praia de Cro-Magnon.  Fred e Bárnei decidem mudar os planos e organizar um acampamento com a intenção de conviver com a natureza. As esposas desafiam os maridos a passarem uma noite lá fora, se eles conseguirem, elas irão aceitar a mudança. É claro, as duas farão de tudo para que eles não consigam.


OS PENSIONISTAS – As contas da Família Flintstones estão no vermelho e eles precisam encontrar uma forma de conseguir mais dinheiro. O jeito é alugar um dos quartos da casa.


NEGÓCIO DE MULHERES – Fred e Bárnei sempre estão pensando em negócios para melhorar o orçamento da família. Na hora de falar sobre o assunto não procuram ouvir as esposas pois acreditam que mulheres não tem cabeça para negócios. Como resposta, Wilma e Beti, decidem criar o próprio negócio com o molho para Bifes que é um sucesso na hora das refeições.


TOLAS SUPERSTIÇÕES – Todo mundo sabe que passar debaixo de escadas traz má sorte, mas para Fred todo mundo que tem inteligência sabe que isso é uma tola superstição. E agora? Quem está certo?

O QUE ACHEI DESSA EDIÇÃO

O que dizer dessa preciosidade? Os desenhos dos personagens lembram em muito o da TV, os diálogos são interessantes e a leitura flui, apesar de algumas frases ditas por Fred tivessem que ser modificadas para evitar mimimi nos dias de hoje. Exemplo: “Enquanto eu tiver um trabalho honesto, mulher minha não sai de casa para trabalhar. Claro, se você trabalhar fora, a comida não vai ser tão boa”.

Visualmente percebi a mudança nas cores das roupas das personagens Wilma e Beti. Ficam alternando entre o vermelho, amarelo, azul e verde, exemplo, na primeira história a roupa de Beti é Verde, na terceira história azul e na última é amarelo. A roupa de Wilma vai de vermelho a verde.

Com certeza vale a pena adquirir essas edições para guardar na coleção e se encontrar em grupos de venda a coleção completa indico a aquisição.





NOVAS AQUISIÇÕES: QUARTETO FANTÁSTICO & CAPITÃO MARVEL


A série Quarteto Fantástico & Capitão Marvel abrigava as séries Capitão Marvel Genis-Vell (Captain Marvel) e Quarteto Fantástico (Fantastic Four) e foi publicada entre agosto de 2002 e janeiro de 2004. Quando iniciou sua publicação, em agosto de 2002, foi um dos títulos a inaugurar a linha econômica da Panini, na primeira leva de lançamentos após a Panini começar a trabalhar com os títulos Marvel em janeiro de 2002. Após seu cancelamento, suas séries foram remanejadas para a então nova revista Hulk, lançada em fevereiro de 2004. A série foi publicada em dois formatos diferentes, no "formato econômico" da Panini (15 cm x 24,5 cm), da edição 1 à 12, e posteriormente em formato americano (17 cm x 26 cm), da edição 13 à 18.

Quarteto Fantástico & Capitão Marvel 1

A família mais famosa dos quadrinhos está de volta em histórias inéditas! Pra inauguração da revista, o Píer 4 recebe um visitante pra lá de indesejado: Diablo, o Alquimista! E Reed Richards enfrenta um inimigo contra o qual seus poderes são inúteis... a falência!
Capitão Marvel: as novas aventuras de uma das maiores lendas do universo Marvel! Genis está tendo problemas com sua consciência cósmica. Para piorar, a polícia e um alienígena que clama ser o legítimo Capitão Marvel estão em seu encalço. O que pode acontecer?

Quarteto Fantástico & Capitão Marvel 2

Diablo derrotou o Tocha Humana e o Coisa e tomou o Píer quatro. Cabe a Reed e Sue Richards, com a ajuda da jovem diaconista Blanca, resgatar seus companheiros e derrotar o alquimista satânico. Mesmo que, para isso, tenham de sacrificar seu lar e as próprias vidas!
Capitão Marvel: o documentário de Marlo ganha um coadjuvante pra lá de inesperado ( e indesejado): o Incrível Hulk! Adivinhe quem vai ter que salvar o dia? E a Serpente da Lua está em busca  de Rick Jones. Mas quais serão seus objetivos?

Quarteto Fantástico & Capitão Marvel  3

O Quarteto Fantástico engrossa as estatísticas dos sem-teto de Nova York. O Tocha Humana, entretanto, tem pelo menos uma razão para ficar feliz: sua carreira como ator está finalmente prestes a decolar! Mas um velho inimigo reaparece na esteira do sucesso, disposto a estragar a ascenção de Johnny ao estrelato: o Superskrull!
Capitão Marvel: provando que nada está tão ruim que não possa ficar pior, Genis tem que cuidar do Hulk e do Wendigo ao mesmo tempo. E Rick Jones nem imagina a surpresa que o aguarda em casa...

Quarteto Fantástico & Capitão Marvel  4

Deprimido por causa de sua relação com Alícia Masters, Bem Grimm volta à Rua Yancy e descola uma tremenda gata. Mas usa felicidade dura pouco, pois uma nova ameaça ressurge do passado: o Gárgala Cinzento! Enquanto isso, no espaço, os demais integrantes do Quarteto conhecem o novo Edifício Baxter!
Capitão Marvel: Depois de se livrar do Wendigo, Rick Jones volta pra casa... só pra encontrar um enorme buraco na parede! E o pior, o responsável pelo estrago: Drax, o Destruidor! Mais uma louca aventura do defensor cósmico!

Quarteto Fantástico & Capitão Marvel  5

Senhor Fantástico, Mulher Invisível e Tocha Humana enfrentam o Gárgula Cinzento para resgatar Bem Grimm, transformado em pedra pelo vilão. Difícil, porém, vai ser trazê-lo de volta ao normal sem mata-lo. Uma aventura que vai mudar pra sempre a vida da família mais famosa dos quadrinhos.
Capitão Marvel: A interferência de Drax na transformação do Capitão Marvel jogou os dois num mundo desconhecido. Um lugar onde o Destruidor vai se sentir muito à vontade, graças à visita prévia de ooutro ilustre visitante verde.

Quarteto Fantástico & Capitão Marvel 6

O Quarteto está de volta a Nova York, mas não por muito tempo. Avisados por Noah Baxter, o grupo parte no encalço dos Nega-Exploradores da comissão Gideon para uma perigosa caçada em plena Zona Negativa!
Capitão Marvel – Enfeitiçado por Visalia, Drax ameaça destruir o protetor cósmico. Mas Genis vai contar com a inesperada ajuda dos... Micronautas! Enquanto isso, Rick Jones vai precisar de MUITA sorte pra explicar a Marlo que diabos a Serpente da Lua está fazendo amarrada e amordaçada em sua casa...

Quarteto Fantástico & Capitão Marvel 7

Enquanto Reed, Sue e Bem fazem uma descoberta surpreendente na Zona Negativa, Johnny Storm busca uma forma de resgatar seus companheiros.
Capitão Marvel: um estranho e poderoso garoto, filho do herói cósmico Cometa , junta-se à misteriosa Kelly em seus planos para destruir o mundo. E a única forma de detê-lo pode transformar Genis num assassino!

Observações:

Nascido na Espanha, Carlos Pacheco, começou sua carreira no mercado europeu de quadrinhos, publicando em títulos como Fantasma 09, Ozymandias e Lazos Secretos. Seu estilo começou a impressionar o público americano na metade da década de 90, quando fez seu primeiro trabalho para a Marvel, uma minissérie do Bishop. Depois vieram títulos como StarJammers (Piratas Siderais), Excalibur, Flash, X-Universe, X-Men, Vingadores Eternamente e, por fim, o Quarteto Fantástico. resolveu desencavar um bocado de vilões realmente clássicos do Quarteto. Começou com Diablo, emendou com o Superskrull, o Gárgula Cinzento e o Ardiloso, além de outros.

Quarteto Fantástico & Capitão Marvel marca o retorno, em título próprio, da mais famosa superfamília dos quadrinhos. Não dá para considerar Heróis Renascem uma revista própria, a série estava fadada a ter somente 12 edições. Tá mais pra maxissérie que pra outra coisa. A publicação começou a partir do nº 1 da revista americana. O último título regular do Quarteto Fantástico foi Os 4 Fantásticos, publicado pela extinta RGE. E isso aconteceu durante o fim da década de 70 e início da década de 80. Antigos fãs voltaram a ler Quarteto e para mim essa aquisição foi uma oportunidade de colecionar um título mensal do Quarteto Fantástico.

Rick Jones não ganhou os poderes do Capitão Marvel. No final da saga Vingadores Eternamente (publicada na revista Grandes Heróis Marvel Premium), a versão futura de Genis-Vell (filho do Capitão Marvel original) fundiu-se a Rick para evitar sua morte. De volta ao presente, Rick surpreendeu-se ao descobrir que estava preso ao jovem e inexperiente Genis dos dias atuais. A exemplo do que ocorria com Mar-Vell, Rick troca de átomos com Genis quando bate seus nega-braceletes, ficando num campo de estase na Zona Negativa. A mais recente aparição do novo Capitõa Marvel aconteceu na extinta Homem-Aranha Premium 17.

Quasar nunca usou os nega-braceletes, mas um par de pulseiras quânticas que pertenceram ao herói cósmico Marvel Boy, já falecido.

Um dos grandes méritos da série do Capitão Marvel é justamente resgatar do limbo alguns dos personagens clássicos da Marvel e reapresenta-los às novas gerações de leitores, sempre com irreverência e bom humor.

Peter David escreve além de Capitão Marvel, as aventuras da Supergirl para a DC
Revistas de 52 páginas foram a melhor solução encontrada pela Panini para oferecer gibis de qualidade a um preço camarada.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

MARVELS

Em 1993, a retratação realista do Universo Marvel elaborada por Kurt Busiek e Alex Ross em Marvels rapidamente se tornou um dos maiores sucessos em quadrinhos da década. Colecionando incontáveis elogios de críticos, fãs e colegas de profissão, a série recebeu as maiores honrarias da indústria com três prêmios Eisner em 1994. 

Este volume de 240 páginas contém MARVELS 0 a 4.

Nesta memorável edição, Marvels é apresentada em formato exuberante, reunindo todas quatro edições da série original — mais a história do Tocha Humana publicada em Marvels 0, notas de produção, o livro de esboços de Ross e bastidores da produção. 


Uma visão histórica e ricamente pintada de todo o Universo Marvel, Marvels cobre desde a primeira aparição do Tocha Humana, em 1939, até a temível chegada do devorador de mundos, Galactus, culminando com a chocante morte de Gwen Stacy, o primeiro amor do Homem-Aranha. Embora essas histórias possam ser familiares para os fãs da Marvel, elas jamais foram relatadas desta maneira: não pela perspectiva do herói, mas pelos olhos do homem comum chamado Phil Sheldon. 


Dentro do Universo Marvel, heróis como o Homem-Aranha se balançam de telhado em telhado enquanto os Vingadores voam bem alto nos céus. Essas figuras, abençoadas com fantásticas habilidades sobre-humanas, estão sempre prontas a combater os vilões que ameaçam seu mundo. Contudo, vivendo à sombra desses ícones extraordinários existem homens e mulheres que veem as “Maravilhas” com um misto de medo, descrença, inveja e admiração. Entre eles está Phil Sheldon, um fotojornalista nova-iorquino que dedicou sua carreira a cobrir os feitos desses superseres e seu impacto na humanidade.

sinopse

Antes de ir cobrir o conflito na Europa, o jovem fotógrafo Phil Sheldon presencia, em Nova York, um evento para lá de científico: a criação de um andróide flamejante, o Tocha Humana. Sheldon sente que está acontecendo algo diferente e extraordinário na cidade e desiste de atravessar o Atlântico. E sua intuição prova estar certa: nos meses seguintes a cidade vê aparecer vários super-seres, os "Marvels", como o jornalista os chama. Décadas após o fim da Segunda Guerra, Phil Sheldon, agora casado e pai de família, presencia em Nova York uma nova geração de "Marvels": Quarteto Fantástico, Thor, Hulk, Homem-Aranha, Homem de Ferro e até mesmo a volta de Capitão América e Namor. Mas uma nova raça de seres poderosos, os mutantes, provoca dúvidas e medo: serão os X-Men amigos ou inimigos? Sheldon se vê num dilema moral quando uma garotinha mutante pede asilo em sua casa.

AMERICA FLAGG

Publicada originalmente no início da década de 1980, ''American Flagg!'' conta a história do ranger Reuben Flagg enquanto navega por uma paisagem americana que, em retrospecto, parece mais profética a cada ano que passa. Flagg!, em estilo e conceitos, alimentou o gênero literário cyberpunk, que desde então irrigou todo o panorama da cultura popular, dos quadrinhos e jogos de computador aos filmes e programas de televisão. 

– Michael Chabon, vencedor do prêmio Pulitzer, As Aventuras de Kavalier & Clay "… quando descobri a obra de Howard Chaykin — criador, escritor, artista e designer extraordinário —, seu trabalho em American Flagg! mudou para sempre minha visão do que eram os quadrinhos e, mais importante, do que poderiam ser. 

– Jim Lee, Superman e Batman A visão de Chaykin de um futuro saturado pela mídia, politicamente polarizado, foi profética, levando direto à atual fixação da América com reality TV." – Jeff Jensen, Entertainment Weekly


O livro contém as edições 1 a 12 da série original, completamente restaurada e apresentada em um único volume pela primeiríssima vez, além de uma nova história de Howard Chaykin, escrita e ilustrada exclusivamente para esta edição.


Howard Chaykin é considerado um dos arquitetos seminais do quadrinho moderno norte-americano. Foi um pioneiro do formato graphic novel. Howard criou as premiadas e influentes American Flagg! e Time2, bem como desconstruiu vários personagens da grande indústria, mais destacadamente em O Sombra e Falcão Negro.

MARVEL KNIGHTS

No final de 2003, a Marvel anunciava o lançamento de uma revista com o Quarteto Fantástico do Universo Ultimate (escrita pela dupla de peso Brian Bendis e Mark Millar), enquanto no Universo Tradicional, trocava a badalada equipe criativa da revista regular – escrita por Mark Waid e desenhada pelo já falecido Mike Wieringo – pelos novatos Roberto Aguirre-Sacasa e Steve McNiven.

Contudo, como a reação dos fãs foi extremamente negativa, o então Editor-Chefe Joe Quesada voltou atrás e decidiu recontratar a dupla Waid-Wieringo para o título tradicional. A essa altura, no entanto, a “nova-velha” dupla Sacasa-McNiven já havia produzido material e, para não desperdiçar essas histórias e romper o contrato, a editora apostou em uma terceira revista mensal estrelada pelo Quarteto. Nasceu, assim, a “4” (Four) que, por ter um enfoque diferenciado, distante do atribulado universo regular e suas grandes sagas interligadas, saiu sob o selo Marvel Knights, na época utilizado em títulos com maiores liberdades criativas e histórias fechadas, ou “independentes”.


A leitura desta edição é fluida, agradável, sempre com situações interessantes. A arte é quase sempre muito bonita e, graças ao papel couchê, finalmente ganha o brilho das cores e detalhes que merece, ao contrário da primeira vez em que foi publicada, na finada revista Marvel Apresenta (em 2005). O título Marvel Knights: 4 teve uma boa duração nos EUA, gerando 30 edições entre abril de 2004 a agosto de 2006, todas escritas por Roberto Aguirre-Sacasa, até então um promissor autor de peças de teatro mas inexperiente com HQs. Pelo trabalho, ganhou um prêmio Harvey por “Melhor Novo Talento”. Posteriormente, ele ainda escreveria uma revista solo do mutante Noturno (inédita no Brasil), várias aventuras do Homem-Aranha e uma adaptação para os quadrinhos dos romances The Stand de Stephen King. Na Televisão, escreveu capítulos e foi co-produtor das séries Glee e Big Love.

Marvel Knights: 4 – Jogados aos Lobos tem 168 páginas em papel LWC e capa cartonada.

Sobre esta edição, chamada “Jogados aos Lobos” e que compila as 7 primeiras revistas da série, acompanhamos o Quarteto em uma situação completamente atípica: enganados por um contador inescrupuloso, a equipe se vê, de um dia para o outro, completamente falida. Sem recursos, precisam abandonar o icônico Edifício Baxter e procurar empregos para pagar aluguel, cama e comida! O autor consegue, ao longo das 4 primeiras histórias, explicar com certa coerência as razões que levaram a esse momento delicado, mas centra foco – acertadamente – nas relações entre os membros da família, desenvolvendo brilhantemente as personalidades de cada herói, especialmente Sue Storm, por sinal belissimamente ilustrada por McNiven. Além dela, vemos momentos interessantes com todos os membros da “família fundadora” (um dos apelidos da equipe, por ter sido o primeiro título da Era Marvel), em diálogos ponderados e sem excessos. Não há batalhas com super-vilões mas, acredite, eles não fazem a menor falta. 

Em seu traço, a Mulher Invisível ganha confiança, jovialidade, elegância e sensualidade

Sai uma história sobre super-heróis e entra uma história sobre FAMÍLIA. Sobre como uma família deve se manter unida nos tempos difíceis. Sobre como família está muito além do sangue e que você fará tudo por ela, como Stan Lee o fez em 1961, quando cogitou largar os quadrinhos, sua paixão, para mudar de carreira e ter dinheiro para sustentar a sua família. Sobre o quão difícil, demorado e custoso é fazer a coisa certa, mas que no final tudo compensa.  Não há como não se emocionar com Sue tentando fazer com que a família não se desmorone, com Johnny finalmente caindo na real, com Reed se fechando para tentar descobrir como vencer o mercado financeiro e com o Ben derrubando os cafés de seus colegas da construtora no chão após impedir alguns assaltantes de banco. As 3 histórias que fecham o encadernado, contudo, apresentam uma situação que clama por uma atuação mais heróica dos personagens, com inimigos que transitam dentro do habitual da equipe, mas ainda assim de um modo completamente inovador e até cômico.  

Roberto Aguirra-Sacasa e Steve Mcniven nos trazem uma excelente história. De uma sensibilidade muito grande. Se Roberto traz essa sensibilidade nos roteiros, Steven, com seu talento sem igual, os traduz perfeitamente nos desenhos das expressões de cada personagem. Já a carreira do desenhista Steve McNiven deslanchou dentro da Marvel, especialmente depois da clássica saga Guerra Civil (2006-2007). Fez Vingadores, Capitão América, Wolverine e, atualmente, está com os Guardiões da Galáxia. Fica a expectativa para os próximos volumes. A Panini já programou para este mês a sequência. A maior parte destas HQs ainda são inéditas. Vamos ver se, desta vez, os leitores brasileiros conseguirão ler a íntegra de Marvel Knights: 4.

CRISE NAS INFINITAS TERRAS

Dentro de todas as crises da DC Comics, literais ou fictícias, a mais marcante, que constitui uma das melhores histórias da editora – e dos quadrinhos – é a famosa Crise nas Infinitas Terras. Planejada durante quase 5 anos, projeto de Marv Wolfman e George Perez, o evento megalomaníaco serviu como um botão reset nas revistas DC em 1985. No Brasil a primeira saiu espalhada pelas revistas DC na Abril, em 1987. Depois, a mesma editora a republicou em três edições, em 1989 e em 1996, todas em formatinho. A Panini relançou pela primeira vez em formato americano, com nova tradução, em 2003.


Sinopse

Uma onda de antimatéria está erradicando universos inteiros. Para impedir a destruição, o Monitor reúne diversos heróis para viajar pelo espaço e pelo tempo e deter o processo. Mas há uma contraparte maligna, o Antimonitor, por trás do cataclismo. E um trio de personagens – a Precursora, o Pária e o filho do Lex Luthor da Terra-3 – poderá ser decisivo nesse combate destinado a alterar toda a existência.


Crise nas Infinitas Terras é uma história com uma missão. Além de ser a concretização de um sonho antigo de Marv Wolfman – um imenso crossover com todos os personagens da DC, de seus muitos universos e eras diferentes –, também foi feita para colocar ordem na casa e celebrar os 50 anos da editora.

A magnífica arte de Alex Ross

DC UM MILHÃO

DC Um Milhão (DC One Million) foi um evento crossover publicado pela DC Comics em 1997. Este apresentou uma visão do Universo DC no século 853 (século este escolhido pois era o século em que, assumindo-se que fosse mantida a publicação regular da editora, a DC Comics iria publicar sua primeira edição #1.000.000 de algum de seus títulos mensais atuais). A mini-série foi escrita por Grant Morrison e desenhada por Val Semeiks. O núcleo do evento foi uma mini-série em quatro edições, na qual a Liga da Justiça da América (de 1997) e a Legião da Justiça A cooperaram para acabar com um plano do supervilão Vandal Savage (que, sendo imortal, existe em ambos os séculos bem como em todos os séculos entre eles) e o futuro inimigo do Superman Solaris, o sol vivo. Todas as edições publicadas pela DC também colocaram uma edição única numerada #1.000.000, que mostrava o envolvimento dos personagens na trama central ou mostrava o que seus descendentes/sucessores estavam fazendo no século 853.


Na saga, vemos a Liga da Justiça discutindo sobre uma nova equipe que acaba de chegar, a Legião da Justiça A, que vieram de um futuro bem distante, o século 853, onde eles estão convidando os membros da Liga da Justiça para irem para o futuro e contemplar o retorno do Superman Prime, que seria o primeiro Superman (o atual), que após deixar uma dinastia para trás para proteger a Terra, foi em busca de poder e isolou-se dentro do Sol por 15 mil anos, e agora todos esperam seu retorno.

A saga foi lançada pela editora Abril, é possível de se adquirir em Sebos, no Mercado Livre, Estante Virtual, etc.

A Liga da Justiça vai para o futuro e a Legião da Justiça A fica para proteger a Terra. Porém com eles é deixado um vírus e o grande vilão Vendal Savage está fazendo acordos com Solaris, um computador solar vivo que fez um grande estrago na dinastia dos Supermen no ano de 70.001. O vírus precisa ser contido e no futuro a Liga da Justiça tem que enfrentar e derrotar Solaris.


Os desenhos são de Val Semeiks, sendo uma arte boa, não é nada especial, com traços típicos e usuais dos anos 90, o roteiro é muito interessante pois toda hora brinca-se com o passado e o futuro, pois a narração passa-se nas duas épocas mostrando as duas equipes. Uma curiosidade importante de DC Um Milhão é que Grant Morrison faz uma ligação muito grande com essa cronologia e com a história de Grandes Astros Superman, que passam-se na mesma era, mostrando a Dinastia Superman e o Superman Prime, e as 12 tarefas que Superman teve que cumprir.